5% dos gestores geram 65% do volume de negócios nacional
Mais de metade do volume de negócios gerado pelo país depende de 5% dos gestores, revelou a Informa D&B no primeiro Congresso dos Gestores Portugueses. Os gestores das grandes e médias empresas em Portugal são apenas 5% do total, mas são responsáveis por 65% do volume de negócios e por 77% das exportações de todo o tecido empresarial nacional, concluiu um estudo da Informa D&B apresentado hoje na Culturgest em Lisboa pela sua diretora geral, Teresa Cardoso de Menezes.

 

As declarações foram feitas durante o primeiro Congresso dos Gestores Portugueses, organizado pelo Fórum de Administradores e Gestores de Empresas, que tem entre os seus oradores convidados nomes como o de Manuel Ferreira de Oliveira, ex-presidente executivo da Galp Energia, Esmeralda Dourado, administradores não executiva da TAP, o economista Vítor Bento, José Manuel Fernandes, presidente da Frezite, Nuno Fernandes, responsável pela Católica Business School e, entre outros, Maria João Carioca do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos. O painel sobre “A Ética na Gestão em Portugal” foi moderado pela diretora do Dinheiro Vivo, Rosália Amorim. Presença confirmada a fechar o evento é a do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

 

A Informa D&B, empresa que produz informação empresarial (ex-Dun & Bradstreet), chegou a uma série de conclusões sobre o nosso tecido empresarial ao envolver no estudo órgãos de gerência e administração e os diretores executivos de 304 mil empresas públicas e privadas, que, em 2016, tinham atividade em Portugal. A análise deixou de fora a banca e as empresas do ramo segurador.

 

Segundo a análise da Informa D&B, no final de 2015 havia mais 8 mil exportadoras do que em 2008, num total de 33 mil empresas que viram também o peso dos mercados externos ganhar importância no seu volume de negócios.

 

Entre as pequenas e as médias empresas registou-se maior crescimento de exportadoras, com aumentos de 10 e 11 pontos percentuais, respetivamente. Foram também as PME que registaram, entre 2012 e 2016, os melhores crescimentos em volume de negócios e em número de empregados, revela a responsável junto a uma plateia de mais de 600 gestores que vieram debater temas como a ética e responsabilidade social nas empresas.

 

Notícia publicada no Dinheiro Vivo de dia 28/11/2017

 

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